Igreja Católica é crucial para a libertação de detentos políticos em Cuba, diz porta-voz do Vaticano

VATICANO,
12 Jul. 10 (ACI) .- Em sua mais recente
nota editorial Octava dies, o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe.
Federico Lombardi assinalou que a liberação de 52 detentos políticos em Cuba
como resultado do diálogo entre a Igreja e o governo, assim como a suspensão da
greve de fome de Guillermo Fariñas, constituem uma boa notícia e ressaltam o
papel crucial da Igreja Católica no processo.

O sacerdote assinala em seu editorial “que isto nos permita uma reflexão.
O papel crucial assumido no processo de diálogo cubano do Cardeal Ortega
Alamino e de Dom Dionisio García, presidente do Episcopado, foi possível graças
ao fato evidente de que a Igreja Católica está profundamente enraizada no povo
e é intérprete atendível do seu espírito e suas expectativas”.

A Igreja, continuou, “não é uma realidade estranha, não foge em tempos de
dificuldade. Carrega sofrimentos e esperanças, com dignidade e paciência, sem
servilismo mas também sem procurar aumentar as tensões ou exaltar os ânimos, ao
contrário, com o esforço contínuo de abrir caminhos à compreensão e ao
diálogo”.

Por sua parte, diz logo o Pe. Lombardi, “a Santa Sé acompanha e sustenta a
Igreja local com sua solidariedade espiritual e sua autoridade internacional.
Desde a viagem de João Paulo II à recente visita do Cardeal Secretário de
estado Tarcisio Bertone e de Dom Dominique Mamberti, incluindo os contatos
diplomáticos no Vaticano sobre a situação em Cuba, a Santa Sé sempre se
manifestou contrária ao embargo e por isso solidária com os sofrimentos do povo
e pronta a sustentar toda perspectiva de diálogo construtivo”.

“Que Cuba se abra ao mundo e o mundo se abra a Cuba’!, exclamava João
Paulo II em sua inesquecível viagem de 1998. Com paciência, foram feitos
importantes progressos nesta direção. Todos esperamos que o caminho continue”,
conclui.